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sábado, 11 de junho de 2011

Líderes do movimento dos bombeiros no Rio são libertados em São Cristovão
Os alvarás de soltura para 429 bombeiros e 2 policiais militares que estavam presos desde sábado (4)  no Quartel Central dos Bombeiros em Charitas, Niterói, foram entregues por oficiais de justiça às 4h20 deste sábado (11). Embora os alvarás tenham sido assinados por 10 presos por vez, os bombeiros esperaram a libertação de todo o grupo para deixarem o local, às 9h15.
A maior parte do grupo está com a cabeça raspada e com a palavra "anistia" pintada na testa. É que além de gratificações, piso salarial de R$ 2 mil e vale-transporte, os bombeiros querem evitar a demissão dos 429 presos.
A decisão pode estar nas mãos do Ministério Público do Estado que denunciou à Justiça na noite desta sexta-feira (10) os bombeiros presos após invadirem o Quartel-Central da corporação.
A denúncia foi feita no mesmo dia em que a Justiça Militar concedeu habeas corpus para os militares presos. A Promotoria, no entanto, não pediu nova prisão dos acusados.
Os presos deixaram o quartel de braços dados e marchando. Cantavam o hino dos Bombeiros e, emocionados, alguns choravam. Fogos foram soltos em frente ao quartel de Charitas para comemorar a libertação dos presos.
Embora tenham planejado uma passeata neste domingo (12) na praia de Copacabana, os bombeiros pretendem realizar ainda neste sábado manifestação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para, segundo eles, "agradecer o apoio da população".
Na noite desta sexta-feira, nove líderes do movimento dos bombeiros que estavam presos no Grupamento Especial Prisional (GEP), em São Cristóvão, na zona norte, deixaram a unidade por volta das 23h, após decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), conferida na madrugada de ontem.
Os presos terão que comparecer no próximo dia 15 na auditoria da Polícia Militar. O governador Sérgio Cabral prometeu dar continuidade às negociações com os bombeiros na próxima semana. 
Um dos problemas da saída dos bombeiros do quartel de Charitas é a falta de condução para levar os bombeiros de volta para o Rio de Janeiro.

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