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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Clima de retaliação na Câmara de Maringá

A definição do número de vereadores para a próxima legislatura tem inflamado os discursos na Câmara de Maringá. As trocas de farpas de antes começam a ganhar tom de agressão verbal e o debate, até então restrito à quantidade de parlamentares e aos gastos do Legislativo, já contamina a decisão sobre projetos de lei que nada tem a ver com o assunto.
As divergências a respeito do número de cadeiras passaram a gerar retaliações entre grupos de vereadores na hora do voto. Fato que ficou evidente na sessão ordinária desta quinta-feira (8), na reprovação de um projeto de resolução que havia sido aprovado na sessão anterior, em primeiro turno, por unanimidade.
Por 8 votos a 6, a Câmara rejeitou o projeto que concedia licença ao segundo secretário do Legislativo, Flávio Vicente (PSDB), para viagem à Itália, França e Alemanha. O vereador, que no passado já representou a Câmara em viagem aos EUA, acompanharia uma missão empresarial que contará com técnicos de vários setores e com o prefeito Silvio Barros (PP).
Na terça-feira, Vicente conquistou apoio unânime dos colegas ao informar que estava disposto a bancar do próprio bolso parte das despesas. O custo estimado da viagem à Europa, por integrante, será de R$ 26 mil, mas a Câmara só aceitou bancar R$ 15 mil. “Não estaria viajando numa época [conturbada] dessas se não fosse estritamente importante”, alegou Vicente.
Irritado com a mudança de voto, Vicente alegou se tratar de retaliação. “Dos 8 votos contrários à viagem, seis defendem 21 [assentos no Legislativo]“, contou. “Isso é coisa de gente que está vendo aí uma forma de retaliar, de prejudicar um projeto que tinha sido aprovado por unanimidade”, declarou o vereador.

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