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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Bela Vista do Paraíso decreta estado de emergência

O prefeito de Bela Vista do Paraíso, Angelo Roberto Bertoncini (PSDB), decretou ontem estado de emergência, uma semana depois da forte chuva que atingiu o Norte do Paraná. O município registrou precipitação de 360 milímetros em apenas dois dias - terça e quarta-feira da semana passada.

Chuva que provocou muitos estragos. Segundo a Defesa Civil, pelo menos 200 casas foram afetadas e quatro interditadas. Uma dessas residências é da aposentada Maria Conceição de Oliveira. O chão da edícula cedeu mais de cinco centímetros e abalou toda a estrutura do imóvel. As paredes de todos os cômodos estão rachadas e não vieram abaixo em virtude de vigas de sustentação.

Um casal que alugava o imóvel conseguiu se salvar. ''Eles escutaram um estalo forte e, quando avisaram, pedi que deixassem o imóvel porque iria desabar'', lembrou a aposentada.

Na casa vizinha uma criança ficou ferida levemente. O garoto dormia quando parte do concreto caiu sobre ele. A locatária promete deixar o imóvel. ''Nossa ideia é entregar a casa porque a gente está correndo risco (de vida). Desse jeito não dá para ficar aqui'', disse a costureira Silvana da Silva.

Algumas rachaduras ainda se expandem, indicando que o solo continua encharcado. O frentista Edilson Paulo Furlan colou vários adesivos nas paredes e constantemente eles se desprendem. ''Vou ter que construir outra viga para sustentar a casa'', contou. ''Orientamos a população, caso as fissuras aumentem, a acionar novamente a Defesa Civil'', alertou o coordenador da Defesa Civil, sargento Giovani Bordin.

Prédios públicos também foram afetados. A sede da Vigilância Sanitária também tem paredes rachadas. O muro do cemitério municipal desabou. Máquinas estão há uma semana retirando os entulhos, que chegam a 90 toneladas. Três pontes desabaram na Zona Rural; duas já foram consertadas. Nem mesmo o prédio da Prefeitura resistiu. No refeitório há paredes com rachaduras com mais de quatro metros.

Dois colégios estaduais anteciparam as férias em virtude de problemas na estrutura física dos prédios. No Presidente Vargas, a fossa desabou e várias paredes racharam. Uma fissura tem mais de 10 metros de comprimento e, em alguns pontos, cinco centímetros de largura. No Brasílio de Araújo a parte dos banheiros deverá ser demolida. O ano letivo pode sofrer atraso. O Núcleo Regional de Educação (NRE) trata o caso com urgência. ''O solo ainda está bastante umido. Mais alguns dias de seca e as obras começam'', disse a chefe do NRE, Lucia Cortez.

O novo prédio da Escola Municipal Professora Dirce dos Santos, que custou R$ 207 mil aos cofres públicos, foi interditado. O terreno cedeu e provocou rachadura nas paredes das quatro salas. O espaço nem havia sido inaugurado. A Prefeitura tenta angariar recursos junto ao Estado e à União para consertar os estragos.

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