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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Disfunção orgásmica impede as mulheres de 'chegarem lá'

Shut­ters­tokComemorado amanhã, o Dia Mundial do Orgasmo pode ser um grande martírio para as mulheres que sofrem de disfunções que comprometem o chamado ''clímax'' do ato sexual. Para o vice-presidente da Região Sudeste da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Hugo Miyahira, o tema deve ser visto sobre as óticas fisiológica e funcional. O médico ressalta que a mulher deve vencer a vergonha e procurar o ginecologista, que poderá ajudá-la a identificar a origem do problema.

Até 29,3% das brasileiras com mais de 18 anos sofrem com disfunção orgásmica e 34,6% com a falta de desejo sexual, revela o Estudo do Comportamento Sexual (Ecos), conduzido pelo Projeto Sexualidade (ProSex) da Universidade de São Paulo. Para Gerson Pereira Lopes, presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexualidade da Febrasgo, os fatores psicológicos são preponderantes e dentre eles estão a falta de diálogo sobre sexualidade, experiências traumáticas, desentendimentos com o parceiro ou mesmo a religião.

Já fator fisiológico mais comum decorre do uso de drogas e medicamentos, como os inibidores de apetite e antidepressivos, que retardam a ação do sistema nervoso central. Disfunção hormonal ou má formação congênita da região genital, também figuram entre as causas orgânicas.

De acordo com Hugo Miyahira, de 15 a 30% das mulheres são afetadas pela anorgasmia, disfunção, que pode ser absoluta ou situacional, e bloqueia o orgasmo. ''A mulher sente desejo, mas não completa o ciclo da resposta sexual'', esclarece. O médico explica ainda que dentre os fatores fisiológicos que podem resultar no quadro estão acidentes que atingem a medula, alterações hormonais e anormalidades no formato da vagina, útero ou músculos da região genital.

Outra disfunção é a dispareunia, que se caracteriza pela dor genital durante ou após o coito. Ela pode ser causada por infecções na vulva, herpes genital e outras DSTs, cistites, endometriose e tumores pélvicos.

O problema que mais leva as mulheres aos consultórios é o vaginismo, apesar de não ser o distúrbio mais comum afeta de 2% a 6% da população. Trata-se de um espasmo involuntário recorrente que contrai a vagina. ''Nessas condições é quase impossível haver a penetração, mas, quando acontece, provoca uma dor insuportável'', revela Hugo Miyahira.

''Por estes motivos a mulher não pode pensar que a causa da falta de orgasmo seja apenas psicológica e dispensar a ajuda médica. O ginecologista verificará se é uma patologia ou algo emocional e dará o encaminhamento correto, muitas das vezes multidisciplinar'', enfatiza Miyahira. ''Os tratamentos costumam ser breves e eficazes'', acrescenta Gerson Lopes.

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