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sexta-feira, 27 de julho de 2012

SAMU demora e mulher é socorrida em carro particular

Moradora passou mal e desmaiou dentro de posto de saúde

Novamente a demora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em atender uma solicitação na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Ribeiro, em Santo Antônio da Platina, na manhã de ontem, às 7 horas, onde uma mulher precisava de socorro, causou susto e fez com que o socorro fosse feito através de um veículo particular.

A moradora da rua I, 122, no Jardim São João, Derli Ferreira de Lima chegou a desmaiar com a pressão baixa e precisou de socorro imediato, o que não ocorreu por parte do SAMU. Segundo a enfermeira responsável pelo plantão de ontem na unidade de saúde do bairro, Natalia Morena, a mulher estava aguardando agendamento de consulta quando passou mal, por volta das 7h15. “Havia mais ou menos umas 70 pessoas para agendamento. A senhora passou mal depois que foi aferida a pressão (10/6). Foi orientada para não entrar no tumulto, mas a mulher mesmo assim ficou próximo a aglomeração de pessoas”.

Ela garante que todo o procedimento que precisaria ser realizado, foi feito. “Fizemos todo o procedimento, mas ela precisava ser levada para o Pronto Socorro, mas ligamos para o SAMU e a médica que me atendeu queria saber qual a frequência cardíaca, respiratória. Como faz se nós fossemos leigos. Ela ainda disse que a ambulância deles na cidade estava em uma ocorrência de parto, e assim que terminasse iria para o local”, explicou Natalia.

A auxiliar de enfermagem da UBS, Nelsia de Paula contou que depois que a mulher voltou do desmaio foi novamente aferida a pressão. “Ai a pressão dela já havia subido para 14/10. Ela se queixava de dor abdominal”, disse. A enfermeira conta que após a ligação para o SAMU, ligou também para o Corpo de Bombeiros, mas desligou após o atendente informar que estava passando a situação para um superior. “Eu desliguei, mas logo em seguida eles me retornaram para saber o que era e se precisava de ajuda. Foram bem atenciosos, mas ai um outro paciente que estava aqui já tinha se oferecido para levar a mulher no Pronto Socorro em seu carro”, contou Natália.

O comandante dos bombeiros na cidade, aspirante Jéfferson Gregório não foi encontrado para falar sobre o caso, mas um soldado informou que o procedimento correto é este, de passar a ocorrência para um superior no caso de transporte.

Natália contou que a paciente foi atendida no Pronto Socorro por outras enfermeiras com quadro de hipertensão e nervosismo. Para a filha da paciente, Silvana de Lima Bueno, sua mãe correu risco. “Ela foi atendida no Pronto Socorro também por enfermeiras, pois não tinha médico na hora”, denunciou a filha. Ela ainda afirma que no momento em que sua mãe passou mal na UBS, havia médicos no local, mas foram as enfermeiras que atenderam. “Elas foram super atenciosas, mas havia dois médicos na unidade que não se moveram”, denunciou.

A vítima, também criticou a marcação de consultas. “Estava lá desde as 5 horas para conseguir marcar. “Eles falam para nós não irmos muito cedo, mas se não chegar cedo não conseguimos marcar”. Derli ainda revela que possui tiroide, duas hérnias de disco e doença de chagas. “Já tento aposentar há 13 anos. Não consigo fazer o serviço de casa. Tem dia que apenas para varrer, faço o serviço chorando. Os médicos só dizem que preciso emagrecer, mas não consigo. Faço esforço, mas não tem como”, declarou em tom emocionado. “É por necessidade que tento me aposentar. Trabalhei a vida toda de cortadora de cana, machuquei minha coluna no serviço e até hoje não consegui aposentadoria. Meu coração já começa a acelerar seu eu caminhar”, reclamou.

A ex-cortadora de cana, hoje vive a base de remédios. Ela ingere em média, oito comprimidos por dia, para as diversas doenças. “Alguma coisa está afetando meu intestino. Quando vou ao banheiro, chega até sangrar”, disse Derli. A filha ainda cita a dificuldade em pegar remédios. “Para trocar uma receita é preciso perder dia de serviço. Procurado pela reportagem da Tribuna do Vale, a responsável pelo SAMU regional em Cornélio Procópio, Vanessa Alcântara, não foi encontrada.

Reincidência

Sebastião Mariano Filho, 29, na manhã de segunda-feira (23), não resistiu a uma crise de hipoglicemia após agonizar por cerca de meia hora na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Ribeiro à espera da ambulância do Samu e morreu. Na ocasião, o delegado Fátimo de Siqueira instaurou inquérito no mesmo dia, na 38ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Santo Antônio da Platina para investigar a morte.

Tanosite

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