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domingo, 5 de agosto de 2012

Usuário do Facebook pode se declarar doador

Foi lançada no país na última semana uma ferramenta que permite ao usuário do Facebook se declarar doador de órgãos. Na prática, isso não muda em nada a regra de hoje, e a decisão de doar continuará nas mãos da família. Por enquanto, só conseguirá adicionar esse status de doador quem já aderiu à “linha do tempo” do site, versão mais nova e completa de perfil de usuário. Mas nas próximas semanas a empresa migrará compulsoriamente o perfil de todos os usuários que ainda não usam o novo formato.
Mesmo assim, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu que o Facebook servirá como “mais um instrumento para que se possa deixar claro em vida a parentes e amigos o desejo de ajudar”. Padilha afirmou ainda que, com essa ação, quer promover um burburinho em torno do assunto e aproximar o tema dos jovens, maioria entre os que navegam no site. A ferramenta já foi lançada nos Estados Unidos em maio e começa a se espalhar por outros países. Mas esta é a primeira vez que um governo federal se engaja na divulgação - e com direito a confecção de camisetas do ministério personalizadas com “joinha”, em alusão à opção “curtir” do Facebook.
Para ativar a nova ferramenta, o usuário deve acessar sua “linha do tempo”, clicar em “evento cotidiano”, selecionar “saúde e bem-estar”, optar por “doador de órgãos”, escolher o grau de privacidade e salvar.
Enquanto incentiva a doação de órgãos via Facebook, o Ministério da Saúde comemora os novos dados: o número de transplantes no Brasil aumentou 37% nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao mesmo período de 2011 - 7.993 contra 5.842 procedimentos. Nesta mesma comparação de tempo, o número de doadores também cresceu 29%, atingindo a média de 13,6% doadores por milhão de pessoas. Essa porcentagem supera a meta da pasta, marca esperada só para 2013. No ano passado, o índice era de 11,4 doadores por milhão de pessoas.
Entre os órgãos, o destaque vai para os transplantes de coração, que aumentaram 61% de janeiro a abril deste ano, comparando-se com o mesmo período do ano passado. O transplante cardíaco era o que apresentava o crescimento mais tímido, devido à complexidade da operação - o órgão suporta apenas quatro horas fora do corpo humano, o rim, por exemplo, suporta até 36 horas.
O ministro credita esses avanços aos investimentos feitos por sua pasta. Especialmente pela criação de novas Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos, os chamados OPOs, que no ano passado eram dez e, este ano, são 62. Essas associações capacitam profissionais, divulgam informações e mapeiam a existência de doadores.

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