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sábado, 27 de outubro de 2012

Mãe abandona criança em construção

Menina ficará em abrigo até que outro familiar responsável seja encontrado

Uma mulher identificada como Jane Estevam Casarini, abandonou ontem, pouco depois das 7 horas da manhã, em uma construção na rua Curitiba, na Vila Ribeiro, em Santo Antônio da Platina, a filha de apenas sete anos, com três bolsas com roupas, sem comida nem água. A menina foi encontrada no local pouco antes das 19 horas, pelo proprietário da construção, Mauro Sérgio Guedes, 32, que acionou a Polícia Militar. Guedes contou para a polícia, que quando chegou, a criança estava chorando e com fome.
A menina contou para os policiais e para a conselheira tutelar Simone Santana de Abreu, que sua mãe a deixou no local e disse que iria comprar suco e salgadinho e já retornaria, o que não aconteceu. Os militares fizeram buscas pela mãe, mas ela não foi encontrada.
O padrasto da menina, Carlos Roberto de Souza, foi localizado na rua Augusto Batista de Freitas, no bairro Doutor Jamidas, e informou que mandou a mulher embora de casa, pois era usuária de drogas. A menina foi encaminhada para um abrigo na cidade, onde deve permanecer até que algum familiar seja localizado.
A conselheira explicou que ontem mesmo, através de um número registrado no celular que estava em uma das bolsas com a criança, um tio materno foi localizado em Uraí, próximo a Londrina. “Já entramos em contato com o conselho tutelar da cidade, que informou que o tio não tem condições de ficar com a guarda da criança, pois mora sozinho e tem habito de ingerir bebidas alcoólicas, mas ele manifestou vontade de ficar com a criança”, contou Simone.
A conselheira revelou, ainda, que até às 11 horas de ontem, a mãe da criança não havia procurado o Conselho Tutelar. Simone disse que o Ministério Público já foi comunicado do caso e confirmou que a mulher é, realmente, usuária de drogas. “Ela é mesmo usuária. Vizinhos também confirmaram. Ela até já ficou internada para tratamento, mas quando saiu voltou ao vício”, contou. “Vou representar contra a mãe por abandono. Os avós já são falecidos e por parte de pai, não foi identificado nenhum familiar. A criança não tem ninguém”, completou Simone.
Sobre o pedido de guarda provisória da criança, o conselheiro tutelar Marcelo Marcos de Araújo, explicou que primeiro é procurado familiares da criança abrigada. “O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) define que primeiro tem que esgotar todas as hipóteses de consanguíneos. Pode ser colocada para adoção pela juíza se a mãe disser que não quer a guarda”, explicou.

Jivago França/ Tribuna do Vale

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