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sábado, 20 de outubro de 2012

Prefeitura faz cortes em áreas essenciais e irrita população

Moradores reclamam de falta de remédio e de merenda escolar e acreditam em retaliação política; prefeita atribui cortes à queda do FPM

A dois meses do final de seu segundo mandato, a prefeita de Jacarezinho, Tina Toneti (PT), fez cortes drásticos em áreas de vital importância para a população, como Saúde e Educação. Moradores reclamam da falta de merendas nas escolas e creches municipais, e de medicamentos na Farmácia Municipal.
Como a medida foi tomada, ou pelo menos se tornou mais severa, logo após a derrota do candidato da situação, Nelson Paulino (PT), no dia 7 de outubro, alguns moradores acreditam em retaliação. A prefeita Tina Toneti rebate as acusações e atribuiu cortes à diminuição do repasse no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), pelo governo federal.
Um funcionário da prefeitura que sofre de reumatismo e má circulação contou que há mais de 10 dias procura o medicamento analgésico, mas não o encontra nem Farmácia Municipal. Ele, que não quis revelar o nome, disse que sempre pegou o remédio na farmácia e atribui a medida ao reflexo da votação expressiva que o candidato de oposição Sérgio Eduardo Emygdio de Faria, o dr. Sérgio (DEM), obteve nas urnas, quase 70%.
A revolta também é grande entre pais de alunos das escolas e creches municipais. Nas quatro escolas que funcionam em período integral (Ismênia de Lima Peixoto, no Jardim São Pedro; Silvestre Marques, no Aeroporto, Maria Tereza Quevedo, Jardim São Luiz; e Johann Probst, no Panorama) a principal refeição – almoço – foi cortada. São servidos apenas os cafés da manhã e da tarde. A saída foi liberar os alunos para almoçar e retornar para a escola.
Nas escolas que funcionam em turnos simples, a distribuição das merendas funciona normalmente. A reportagem esteve na tarde de ontem na Escola Municipal Renato Azzolini no horário do intervalo da tarde enquanto os alunos estavam no refeitório. Foi servido café com leite e bolacha. “Aqui nunca faltou merenda, ofertamos os lanches todos os dias”, garantiu a diretora Isabel Cristina Cândido de Melo.
Tina explicou que a diminuição dos repasses pegou todas as prefeituras de surpresa e que, infelizmente, ela foi forçada a reduzir custos para não fechar o orçamento no vermelho no final do ano. Em relação à merenda, ela relatou que a prefeitura subsidiou o almoço nas escolas enquanto pôde, porém segundo o convênio, esta refeição não é de responsabilidade do Município. Já os medicamentos, a prefeitura admitiu a diminuição na compra, priorizando os casos de maior gravidade.
A assessoria de Comunicação informou que um relatório com todas as áreas afetadas está sendo preparado, mostrando também o impacto da queda de arrecadação. A prefeita rechaçou as acusações de que as medidas foram tomadas por retaliação política.

Tanosite

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