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sábado, 13 de julho de 2013

557 computadores são entregues para secretarias municipais de saúde

A Secretaria estadual da Saúde está reforçando as ações de vigilância em saúde do trabalhador com a entrega de 557 computadores para 397 municípios do Paraná. A medida faz parte do VigiaSUS, programa estadual que visa qualificar os setores de Vigilância em Saúde nos municípios paranaenses.
Segundo o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, os novos equipamentos vão possibilitar uma melhoria no sistema de notificação de doenças e acidentes relacionados ao trabalho no Estado. Além dos computadores, os municípios receberão 446 impressoras até o final do ano.
“Em algumas cidades, as notificações ainda são realizadas manualmente. Com a informatização desse serviço, queremos ter um panorama mais real da situação do trabalhador no Estado, traçando um perfil com as ocupações que mais adoecem o paranaense”, destacou.
Na quinta-feira (11) foi a vez dos sete municípios do litoral receberem 15 computadores. A entrega foi durante o 2º Ciclo de Debates em Saúde do Trabalhador, realizado em Matinhos. A solenidade contou com a participação de gestores e conselheiros municipais de saúde do litoral.
Para a secretária municipal de saúde de Pontal do Paraná, Sandra Luiza Machado, que recebeu dois computadores, os novos equipamentos ajudarão no processo de reestruturação das áreas administrativas da saúde nos municípios. “Pontal do Paraná, assim como muitos outros municípios, enfrenta dificuldades e por isso precisamos desse apoio do Governo do Estado para melhorar a qualidade dos nossos serviços. Quem ganha é a população”, explicou.
Além da entrega de computadores, o governo estadual também está investindo na capacitação dos profissionais que atuam na vigilância em saúde e na atenção primária – estratégia de saúde da família e unidades básicas de saúde. De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, que representou Caputo Neto na solenidade de entrega, é na atenção primária que as ações de prevenção na área de saúde do trabalhador têm mais impacto.
“Hoje, a grande dificuldade é estabelecer o nexo causal, ou seja, relacionar aquele pequeno desconforto na mão com a atividade exercida pelo paciente. É preciso que o profissional de saúde esteja atento a essas informações para que se trate a causa do problema e evite a ocorrência de sequelas irreversíveis”, disse o superintendente.
Após identificar que a causa do problema do paciente está ligada ao trabalho, as autoridades de saúde podem desencadear diversas ações de proteção do trabalhador. A partir das informações notificadas ao sistema, as equipes fiscalizam o ambiente de trabalho e propõem medidas para sanar possíveis irregularidades.
Debates – O evento de quinta-feira (11) reuniu cerca de 70 conselheiros municipais de saúde e gestores para discutir demandas regionais do litoral. A maioria dos temas levantados estava relacionada à atividade portuária e pesqueira, comum na região.
Esta é a nona edição do II Ciclo de Debates em Saúde do Trabalhador do Paraná. O encontro ainda será realizado em mais 13 regionais de saúde do Estado neste ano. Além de debater questões regionais, o evento avalia a aplicação da Política Estadual de Saúde do Trabalhador, implantada em 2011.
Para o diretor do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador, José Lúcio dos Santos, a realização do ciclo de debates foi um compromisso firmado com os representantes do controle social em 2011. “A política estadual foi elaborada em conjunto com os trabalhadores e será aprimorada também em conjunto com eles”
AEN

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