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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Conta de luz está 8,77% mais cara para o consumidor residencial do PR


A tarifa de energia elétrica no Paraná está, em média, 9,55% mais cara. O reajuste foi autorizado ontem em reunião de diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e será retroativo a 24 de junho. Para o consumidor residencial o aumento é de 8,77%. Os clientes de alta tensão (indústrias) terão aumento de 9,32% e para os consumidores de baixa tensão, como comércio e poder público, será aplicado reajuste de 9,72%. 

Inicialmente, a Aneel tinha autorizado um reajuste médio de 14,61% para a Copel. No entanto, no dia 20 de junho, o governador Beto Richa (PSDB) determinou a suspensão do aumento, para uma revisão de cálculos, em meio a onda de protestos populares que aconteciam no País. No final da semana passada, a estatal paranaense apresentou o novo pedido de reajuste à Aneel, com novos cálculos. 

O diretor de distribuição da Copel, Vladimir Dalefe, explicou que os 14,61% inicialmente autorizados pela Aneel ocorreram para fazer frente ao uso das termelétricas que têm custo de geração de energia mais caro em relação as hidrelétricas. A diferença entre o atual aumento de 9,55% e o anterior de 14,61% deve ser aplicada para os consumidores no próximo ano. Em 2014, quando houver reajuste anual tarifário, o aumento será de, no mínimo, 4,6%. Segundo Dalefe, há três cenários para 2014. Um deles seria aplicar os 4,6% mais os custos do último ano. O outro seria não repassar nada e um terceiro pode ser absorver parcialmente os 4,6%. 

O aumento concedido agora, anula metade da redução de 19,28% na conta de luz autorizada pela presidente Dilma Rousseff no início do ano, como uma forma de conter o processo inflacionário do País. 

O aumento de 8,77% para o consumidor residencial será sentido na sua integralidade a partir do final de julho ou começo de agosto, dependendo do dia do vencimento da conta de cada consumidor. Vale destacar que a diferença entre o dia 24 de junho até ontem, ou seja 15 dias, será cobrada do consumidor. Segundo Dalefe, a Copel ainda não decidiu se esta diferença será cobrada à vista ou parcelada a partir de 25 de julho. 

Segundo ele, o aumento garante a continuidade dos investimentos da Copel e da qualidade dos serviços prestados. Neste ano, estão previstos R$ 600 milhões de investimentos na distribuição e mais R$ 800 milhões em 2014. Para este ano e o próximo, o volume total de investimentos da companhia é de R$ 4 bilhões. ‘’O reajuste da tarifa garante a viabilidade financeira da empresa’’, disse. O diretor geral da Aneel, Romeu Rufino, também afirmou ontem que o aumento médio de 9,55% não coloca em risco a saúde financeira da empresa.

No mesmo dia do aumento, o governador enviou uma mensagem para Assembleia Legislativa propondo aumento do teto de consumo mensal de energia do programa Luz Fraterna, de 100 kWh para 120 kWh. Com isso, o número de famílias atendidas pelo programa passa de 160 mil para 220 mil. 


FolhaWeb

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