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domingo, 7 de julho de 2013

Por causa de Richa, universidade suspende aula de Medicina; que venham os cubanos ao PR

O governador Beto Richa pode ser contra a importação de médicos cubanos por uma questão de oportunismo político, mas, na prática, concorda quando não contrata professores; a UEPG, por exemplo, suspendeu aulas de Medicina devido à lentidão na contratação de docentes aprovados em concursos; nos postos e nos hospitais o povo: “Queremos médicos!”; e agora?

Em tese, o tucanato e a extrema direita são contra a vinda dos médicos cubanos ao Brasil. Na prática, a conversa é outra. Eles gostam de um barbudo. Veja se eu não tenho razão, caro leitor.
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), não agilizou a contratação de professores para o curso de Medicina para a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na região dos Campos Gerais, a 110 km, de Curitiba.
A velocidade de “tartaruga” do governo de Richa levou a universidade a suspender aulas do curso de Medicina.
O governo tucano está louco por uma cafungada na nuca de um barbudo cubano. Ou estou errado?
A seguir, leia a íntegra da notícia publicada no site oficial da UEPG:
UEPG suspende aulas do curso de Medicina
por Neomil Macedo
A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) emitiu ordem de serviço (nº 82/2013), nesta sexta-feira (5/7), determinando a suspensão do Calendário Acadêmico do Curso de Medicina. A medida se deve à morosidade, por parte do governo do Estado, na contratação dos professores aprovados no teste seletivo (Edital nº 80/2013 e respectivas retificações) e na nomeação de aprovados em concurso público (Edital 02/2013 e respectivas retificações) realizados com finalidade de contratar professores para ministrar aulas no curso de Medicina. No mesmo ato, a Prograd esclarece que a suspensão tem efeito até a publicação de nova ordem de serviço, convocando o início das aulas.
A decisão da Prograd atende a ofício expedido pelo Departamento e pela Coordenação do Curso de Medicina. Dirigentes departamentais e membros do colegiado reuniram-se no último dia 2, com o objetivo de discutir a questão da não nomeação de 42 professores aprovados em teste seletivo e concurso público para ministrar aulas nas cinco primeiras séries do curso, a partir do próximo dia 16 de julho. Como a nomeação não deverá ocorrer até a data prevista para o início do ano letivo do curso, decidiram pela suspensão do início das aulas até que seja deliberada pelo governo do Estado a autorização para a contração dos professores.
No ofício 73/2013, os dirigentes departamentais e coordenadores do curso alegam que o atraso na contratação de novos professores inviabiliza o funcionamento do curso. Isto porque os atuais professores estão sendo remanejados para atender ao estágio obrigatório do curso, nos internatos médicos, como preveem as Diretrizes Curriculares Nacionais para a graduação em Medicina (Resolução CNE/CES nº 4/2001, artigo 7º). No ofício, ainda informam que, após a efetivação, dos contratados será proposto novo calendário de aulas, com as recomposições necessárias para o cumprimento da carga horária.
De sua parte, a Reitoria está redobrando esforços no sentido de obter do governo do Estado a autorização para a contratação e nomeação dos novos professores. Nesse sentido, esclarece que desde abertura do curso há um planejamento para a contratação dos docentes à medida que a primeira turma de alunos vai avançando. Neste ano, a primeira turma, que ingressou em 2009, vai cursar a 5ª série. De acordo com o programa de implantação do curso, ao final dos seis primeiros anos (período de duração do curso), o quadro de professores efetivos do Departamento de Medicina deverá contar com 94 docentes.

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