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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Secretários criticam mudança do sistema para regulação de consultas

Complicado, lento e restritivo, novo software não agrada prefeituras e causa falhas no agendamento de pacientes

Vários secretários municipais de Saúde reclamam do novo Sistema Estadual de Regulação de Consultas e Exames realizados gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que foi implantado na 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho há cerca de um mês. Para eles, o sistema é lento, complicado e restritivo.
Antes da implantação do novo sistema, as consultas eram marcadas por meio do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi). Segundo o secretário municipal de Saúde de Santo Antônio da Platina, Alexandre Levatti, no sistema antigo era possível saber a quantidade disponível de consultas para cada especialidade no momento em que o servidor cadastrava o paciente. Já pelo novo sistema, as cotas mensais dos municípios para exames e consultas não são visualizadas e é impossível saber quando elas se esgotam.
Como consequência, o servidor não tem como informar ao paciente quando será possível marcar consultas e exames e também não há como planejar os agendamentos, já que o número disponível para cada município não pode ser visualizado.
“Não há controle de cotas. Simplesmente não sabemos quantas consultas e exames podemos marcar porque o sistema não informa”, reclama Geraldo Romão, secretário municipal de Saúde de Jacarezinho. A secretária municipal de Saúde de Ribeirão Claro, Ana Maria Baggio Molini afirma que os pacientes foram prejudicados desde que o novo sistema começou a funcionar. “Uma paciente que precisava se consultar com um otorrinolaringologista porque estava com um tímpano furado ficou dez dias esperando surgir uma vaga pelo novo sistema. Como a vaga não aparecia, consegui o exame conversando diretamente com o médico”, explica a secretária. “A ineficiência do sistema é tão grande que, enquanto tentávamos agendar a consulta para a paciente, o otorrinolaringologista tinha apenas duas consultas marcadas, quando o normal é que atendam pelo menos 16”, desabafou.
Solução
A Diretora Executiva do Cisnorpi, Crisleini Carulla, se reuniu com representantes da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa) para avaliar a eficiência do novo sistema.
Crisleini afirmou que vai se reunir na próxima semana com os secretários municipais de Saúde da região para identificar os principais problemas ocorridos depois da implantação do novo sistema. Segundo a diretora, os representantes da Sesa acreditam que seja necessário mais treinamento para que os servidores se adaptem totalmente ao sistema e possam usá-lo com mais eficiência.
De acordo com a assessoria da Sesa, o software da MV Sistema – empresa que gerencia o sistema - implantado no Paraná é pioneiro na agregação de informações e vai tornar mais ágil o agendamento de consultas e exames no Estado, porém, a assessoria admite que surjam problemas no período de adaptação.
O software começou a funcionar há cerca de um ano em Curitiba e mais 44 municípios da região metropolitana. A previsão é que até o fim do ano todas as regionais de Saúde do Estado estejam adaptadas ao novo sistema que custou R$ 30 milhões.
Tanosite

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