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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Aulas a distância no IFPR são suspensas até 6 de setembro

As aulas do setor de Educação a Distância (EAD) do Instituto Federal do Paraná (IFPR) estão suspensas desde terça-feira (20) até o próximo dia 6 de setembro.

Isso porque ao menos uma centena de profissionais que atuavam na produção e transmissão das aulas e na manutenção do portal de internet - que funciona como intermédio entre o IFPR e os alunos - foram desligados de suas funções nesta quarta-feira (21). O desligamento é mais uma ação decorrente da Operação Sinapse, da Polícia Federal, que investiga o desvio de R$ 6,6 milhões do IFPR.

Foram desligados 175 funcionários. A maior parte era ligada à Ibepoteq (Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas para Otimização da Tecnologia e da Qualidade Aplicada), uma das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que prestava serviço ao IFPR. Os desligamentos foram causados pela determinação judicial do início do mês, que suspendeu os termos de parceria entre as instituições.
"Desfizemos o termo de parceria e a empresa acabou por demitir todos os colaboradores que eram terceirizados", comenta o atual reitor, Jesué Graciliano da Silva. "Não foi fácil fazer a dispensa, eles [os colaboradores] foram muito importantes para a formação da instituição", lamentou.

“Devido ao cumprimento da ordem judicial, não há condições de manter a regularidade das aulas do EAD/IFPR e, por isto, precisaremos suspendê-las até o dia 06 de setembro”, diz nota divulgada no site da instituição. As atividades pedagógicas relacionadas aos cursos também foram suspensas e serão retomadas no dia 9 de setembro, segundo a instituição.
Os alunos estão sendo avisados da suspensão, informou a assessoria de imprensa do IFPR. Nota divulgada no site dá como exemplo de profissionais que deixaram a instituição os que atuavam na captação de imagens, produção e edição audiovisual, entre outras funções técnicas, “que são essenciais para o funcionamento do EAD” e eram contratados por uma dessas Oscips.

“Lamentamos a suspensão temporária das aulas, mas salientamos que este período é essencial para que sejam tomadas as medidas necessárias para a resolução das questões pendentes relacionadas à Diretoria de Educação a Distância do IFPR”, continua a nota publicada no portal do IFPR.

Soluções
Para contornar a falta de profissionais, a instituição deve adotar duas medidas. A primeira é realizar novas contratações diretas, valendo-se de trecho da Lei de Licitações, que diz que isso pode ser feito em situações de emergência ou que possam causar prejuízo aos impactados. Segundo o novo reitor, cerca de 50 profissionais serão contratados na próxima semana. O contrato terá validade até 20 de dezembro.
Em segundo lugar, a instituição pretende acelerar o processo de licitação para novas contratações. Ainda não há previsão de quando a licitação ficará pronta. Além disso, será lançado em setembro, de acordo com Silva, um concurso público para preencher vagas administrativas. O EAD será contemplado com algumas vagas.
"Queremos ter um quadro próprio, ter independência e sustentabilidade. Não podemos mais depender de parceirias e terceirizados", afirma o novo reitor.

Gazeta do Povo

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