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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Delegado suspeito de corrupção diz que foi nomeado por Beto Richa

O delegado Luiz Carlos de Oliveira, afastado do cargo com outros três colegas em função de investigações de corrupção e recebimento de propina na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba foi nomeado para o Conselho da Polícia Civil pelo próprio governador Beto Richa (PSDB). A informação foi confirmada pela assessoria do governo estadual, nesta terça-feira (20).

Oliveira permaneceu no cargo mesmo após ter sido preso em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em abril. Na ocasião, os investigadores do Gaeco encontraram na casa dele US$ 98 mil, que o delegado alega ter conseguido em um cassino na Argentina. Após pagar fiança, ele foi solto e manteve o cargo no Conselho durante um mês.
Para o Ministério Público, a versão dele tem furos e o dinheiro, equivalente a mais de R$ 200 mil, tem outra origem. “Nós afirmamos que a origem desse dinheiro é dos delitos praticados por essa quadrilha que existia ali na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos”, diz o promotor Denilson Soares de Almeida, que cuida do caso.
O ex-delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius MIchelloto confirmou à promotoria que houve pressão para manter Oliveira no Conselho. “Eu mostro aqui, tá, uma mensagem que eu mandei no dia dos fatos, para o secretário [de Segurança Pública] Cid Vasques, tá. Dizendo, ‘secretário, eu estou o Luiz Carlos do Conselho, do Conselho da Polícia Civil’. E ele me diz o seguinte ‘não afaste do Conselho da Polícia Civil porque você está entrando em outra seara, que não é tua”, afirma Michelotto.
Oliveira também confirmou que a indicação ao cargo veio do próprio governador. “Nós temos alguns cargos no Conselho. Três cargos que são vitalícios, dois cargos que são indicados pelo Secretário de Segurança e dois cargos pelo governador. Eu era um dos cargos indicados no conselho pelo governador”, conta.Em entrevista à RPC TV, o delegado confirma o que disse aos promotores, mas não revela de quem partiu o pedido para a manutenção de Oliveira no Conselho. “Obviamente não foi uma preferência nossa, mas houve um pedido e obviamente isso foi atendido. Foi uma manifestação que eu prefiro não me manifestar”, conta.
G1 Pr

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