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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Indicador social é um dos critérios para distribuição de médicos cubanos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta terça-feira (27) que entre os critérios para definir a distribuição dos médicos cubanos pelos 701 municípios que não atraíram nenhum profissional no Programa Mais Médicos serão observados os indicadores de pobreza, além da composição das equipes. 

Os 400 profissionais cubanos, assim como demais estrangeiros, iniciaram na última segunda-feira (26) um curso que terá duração de três semanas e, após avaliação, os aprovados serão alocados nos municípios. 

"Estamos definindo isso a partir de indicadores de pobreza, escassez de profissionais médicos, IDHM [Índice de Desenvolvimento Humano Municipal] dos municípios e também de composição das equipes. Têm profissionais médicos que vieram na missão externa que são casais, a ideia é poder alocar os casais no mesmo município. Essa estratégia será definida ao longo da semana", disse Padilha após a divulgação da pesquisa Vigitel 2012. 

De acordo com Padilha, os médicos cubanos e demais estrangeiros que participam do curso em Brasília serão descolados nesta terça-feira dos alojamentos militares, onde estão hospedados, e reacomodados em outros locais. "Todos eles serão descolados para locais onde possam estudar durante a noite e no alojamento militar em que estavam não tinham essas condições tão adequadas", explicou. 

Questionado mais uma vez sobre a remuneração dos profissionais cubanos, Padilha respondeu que não vê questionamentos sobre o quanto recebe e quanto fica de recursos para o Banco Mundial em qualquer ação de consultoria prestada pela instituição e, segundo ele, Cuba é como um Banco Mundial da atenção básica de saúde. Ele também citou a vice-ministra da Saúde de Cuba, Márcia Cobas. 

"Ela falou em salário integral [salário que os cubanos recebiam pelo trabalho em Cuba], mais bônus que recebem por participar de serviço externo, mais 40% da bolsa. Acho que não podemos ficar reforçando preconceito e não vamos permitir qualquer debate ideologizado sobre isso", disse.

Agência Brasil

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