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sábado, 2 de novembro de 2013

Regulação de leitos é modernizada


O sistema de regulação do encaminhamento de pacientes dos Sistema Único de Saúde (SUS) em Londrina está mais moderno. O monitoramento por internet está em funcionamento desde ontem. A novidade vai melhorar a qualidade da "distribuição" dos doentes e ainda proporcionar economia na conta de telefone. 

Com o sistema antigo, o gasto de telefone era de R$ 12 mil por mês. Agora todos os leitos do SUS são monitorados pela internet. Assim que um paciente recebe alta, a central tem a informação sobre a abertura da vaga e pode fazer a solicitação de encaminhamento do paciente. 

O chefe da unidade de regulação de leitos da Secretaria Municipal de Saúde, Marcos Laurentino da Silva, explica que o novo sistema faz com que o controle das vagas do SUS, que ficava nas mãos do hospital, passe para a central de regulação. "Esse sistema já funcionava em Curitiba e agora está sendo implantado na Região norte. A central é responsável por monitorar as vagas da 16ª, 17ª, 18ª, 19ª e 22ª regionais de saúde. Ao todo são 97 municípios que integram o sistema", explicou. 

Segundo Florentino, o equipamento já estava na central localizada na Rua Maranhão há algumas semanas e vinha sendo utilizado pelos servidores para integrar as informações de regulação obtidas por telefone para integrar ao sistema de Curitiba. Os funcionários que estão operando a central terminaram o treinamento de uso do equipamento na quinta- feira. 

No primeiro dia de funcionamento do novo sistema, já foram encaminhados pacientes para algumas vagas utilizando o sistema novo. Florentino informou que alguns hospitais deixaram de repassar a lista de pacientes internados por falta de recursos, mas acredita que neste fim de semana a situação ficará regularizada. 

"No primeiro dia foi uma fase de transição, em que todos trabalharam na migração de dados do sistema antigo para o novo", explicou. 

Vale ressaltar que cada hospital terá de implantar seus próprios equipamentos para integrar à central de regulação. O chefe da unidade destacou que toda vez que houver uma recusa para liberar o leito, mesmo que o paciente tenha recebido alta, o médico deverá explicar o motivo da negativa. 

A médica reguladora Marcelli Kunhavalick, que recebeu o treinamento para atuar com o novo equipamento, declarou que a expectativa é de que o trabalho de liberação de vagas torne-se mais ágil. "Podemos reduzir em até 30 minutos o tempo para conseguir uma vaga", calculou.


FolhaWeb

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