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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Brasil terá teste de aids vendido em farmácia

Um teste caseiro para diagnóstico de HIV começará a ser usado no País no próximo ano. Desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o exame é feito com base em análises de saliva. 

Organizações não governamentais já começam a ser treinadas para o uso adequado do kit. Na primeira etapa, o exame será oferecido para populações consideradas vulneráveis para a doença, como profissionais do sexo, gays, usuários de drogas e travestis. 

Depois de abril, ele deverá ser vendido em farmácias. "Esse é o futuro", disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, ao jornal O Estado de S.Paulo. "O teste é uma ferramenta valiosa para ampliar o diagnóstico da doença", completou. 

Nos últimos anos, várias campanhas para incentivar a testagem foram realizadas. Exames rápidos também passaram a ser oferecidos em serviços públicos de saúde. Os números obtidos até agora, no entanto, são considerados tímidos. 

O governo estima que 150 mil pessoas tenham HIV no Brasil e não saibam. O problema é considerado grave porque reduz as chances de o tratamento ser iniciado na fase inicial da doença. A terapia precoce, além de garantir a qualidade de vida para o soropositivo, é considerada por especialistas instrumento importante para prevenir novas infecções pelo vírus. 

Quando o portador do HIV está sob tratamento, a quantidade de vírus circulante em seu organismo cai, reduzindo o risco de infecção do parceiro em relações sexuais desprotegidas. "Além disso, quando a pessoa sabe da sua condição sorológica, ela pode reforçar as medidas de prevenção", disse Barbosa. 

Outra tentativa


Trata-se da segunda geração do teste para HIV feito com saliva desenvolvido pela Fiocruz. "Na primeira versão, o valor preditivo apresentava falhas", disse o secretário. O exame atual é considerado seguro e confiável. 

Hoje, 20 organizações não governamentais estão em treinamento para usar o teste. Outras 20 deverão ser recrutadas. A expectativa é de que até o início do ano uma portaria com as regras para padronizar o teste seja publicada. Para a venda em farmácias, segundo Barbosa, será preciso um registro, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Lígia Formenti
Agência Estado

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