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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Encontro resgata história e cultura dos índios xetás no Paraná

Representantes da etnia indígena xetá estiveram reunidos nessa terça-feira (10) em Curitiba, para o Encontro xetá – Jané Reko Paranahá (O contar da nossa existência). Até quinta-feira (12) serão feitas palestras, oficinas e debates sobre a história, cultura e o acesso às políticas públicas que garantam justiça e cidadania para o povo xetá. 

O evento é organizado pelas secretarias de Estado da Educação, Justiça e Cidadania e Direitos Humanos, Cultura, Assuntos Fundiários, Ministério Público do Paraná, Ministério Público Federal, Fundação Nacional dos Índios (Funai) e Universidade Estadual de Maringá (UEM). 

Os temas debatidos envolvem educação, saúde e a demarcação de terras indígenas no estado. “Esse é um processo de recuperação da identidade étnica e cultural dessa comunidade que estava esquecida”, explicou José Antonio Gediel, diretor do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania, da Secretaria da Justiça. 

De acordo com Gediel, o encontro serve para que os índios xetás apresentem suas necessidades e anseios que possam contribuir para o resgate da sua cultura e identidade. “A cidadania é um direito que tem que ser recuperada e garantida para todos os paranaenses para alcançarmos um patamar que contemple as variadas culturas presentes em nosso estado”, disse. 

Uma das pautas do encontro será o resgate da língua xetá para a construção de um planejamento educacional direcionado à etnia. “Nossa preocupação é oferecer uma educação de qualidade para todas as comunidades indígenas no Paraná”, lembrou Marli Peron, diretora do Departamento da Diversidade da Secretaria de Estado da Educação. 

O aluno Lucas Henrique da Silva, 13 anos, do Colégio Estadual Indígena Cacique Kofej, em São Jerônimo da Serra, Norte Pioneiro, aprovou a iniciativa. “Eu acho interessante esse tipo de diálogo porque garante ao nosso povo educação e a nossa terra, que é o que mais queremos”, disse. 

No Paraná, cerca de 4.500 alunos das etnias guarani, caingangue e xetá estão matriculados em 37 escolas distribuídas em 26 municípios. A rede estadual de educação conta com 111 professores indígenas atuando em suas comunidades. As escolas também receberam da secretaria da Educação materiais didáticos na língua materna de cada comunidade. 

AEN

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