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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Saúde em crise...


Que a saúde está em crise não é novidade para nenhum brasileiro. No entanto, a cada levantamento ou estatística divulgada, os números explicam o porquê dessa situação. Pesquisa feita pela FOLHA apontou que a 17ª Regional de Saúde (que inclui Londrina e mais 20 municípios da Região Norte) oferece um dos menores números de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Estado. Apesar de ter a segunda maior população do Paraná, a 17ª tem menos leitos do que as regionais de Maringá (Noroeste) e Cascavel (Oeste). 

Atualmente, a região de Londrina tem 19 leitos conveniados ao Sistema Único de Saúde para uma população de 909.682 habitantes. A quantidade está abaixo do recomendado pelo próprio Ministério da Saúde, que determina o mínimo de dois leitos para cada mil bebês nascidos vivos. Considerando essa regra, o mínimo ofertado deveria ser de 24 leitos, portanto, há um deficit de 5 leitos. 

Interessante observar como Londrina perdeu influência sobre o Estado na última década. Antes considerada uma região rica e desenvolvida e grande polo regional, nos últimos anos houve uma piora significativa em praticamente todos os indicadores econômicos: arrecadação de impostos, geração de empregos, atração de indústrias, de investimentos federais e estaduais e por aí vai. Nem mesmo a saúde, considerada uma das maiores vocações municipais, tem conseguido sustentação. Além disso, recente pesquisa apresentada pelo Fórum Londrina Desenvolve apontou a saúde como o pior problema da cidade, segundo a percepção dos moradores. Diante de um quadro como esse, a pergunta – que mais uma vez tem que ser feita – é até quando os londrinenses suportarão essa situação resignados? Anos de caos na política, com prefeitos sendo cassados ou com administradores inoperantes têm que ficar no passado. 

O momento e a atual situação exigem que os moradores rememorem a luta e a união dos pioneiros que fizeram crescer a cidade e retomem esse movimento. Somente a mobilização de todos é contribuirá para que o município volte a crescer.


FolhaWeb

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