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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

As obras na nova unidade de celulose da Klabin em Ortigueira avançam e cerca de 50% dos serviços de terraplanagem já foram concluídos

A estimativa é de que a construção da fábrica comece a partir de maio. O empreendimento, denominado pela empresa como Projeto Puma, conta com o apoio do Governo do Estado por meio do programa Paraná Competitivo e terá investimentos de R$ 5,8 bilhões, excluindo-se ativos florestais e melhorias em infraestrutura. 

A nova fábrica está sendo construída em uma área na comunidade rural de Campina dos Pupos, a 15 quilômetros da parte urbana de Ortigueira. O terreno é de cerca de 830 hectares - o equivalente a 830 campos de futebol- e a estimativa é de que sejam movimentados 18 milhões de metros cúbicos de terra nesta fase. 

O secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, que fez uma visita técnica às obras, lembra que a Klabin é o maior investimento privado da história do Paraná. “Um empreendimento que vai desenvolver economicamente uma das regiões mais necessitadas do Estado", disse ele. 

O secretário reforçou o compromisso do Governo do Estado em criar as melhores condições possíveis para atração e consolidação de investimentos nacionais e internacionais. "Recuperamos a confiança da iniciativa privada. Hoje o empresário conta com o apoio total do Governo do Estado", afirmou. Em pouco mais de três anos, o Paraná Competitivo confirmou mais de R$ 26 bilhões em novos investimentos, com potencial para criação de 150 mil empregos em todas as regiões. 

OBRAS - Cerca de 85% da mão de obra contratada para as obras da Klabin é paranaense, a maior parte dela dos municípios da região. "A previsão é de que no pico da obra, a partir do vigésimo mês, o que deve ocorrer no segundo semestre de 2015, tenhamos 8,5 mil trabalhadores no canteiro de obras", explica o gerente de Projetos da Klabin, João Antonio Braga. 

O processo de treinamento e capacitação já está sendo feito por meio de cursos gratuitos, oferecidos em parceria com a Secretaria do Trabalho, por meio do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). 

Em operação, a nova unidade de Ortigueira vai criar 1,4 mil postos de trabalho para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano. A unidade deve começar a funcionar no 1º trimestre de 2016. 

INFRAESTRUTURA - Pelo acordo firmado com a Klabin, o Governo do Paraná outorgou à empresa a responsabilidade para aplicar, em melhoria da infraestrutura da região, parte dos impostos que deveria recolher aos cofres do Estado. 

Entre as obras estão a construção de um ramal ferroviário de 23,1 quilômetros ligando a unidade a Ferrovia Central do Paraná, de linhas de transmissão ligadas ao sistema da Copel e obras em cerca de 100 quilômetros de estradas como a pavimentação da Estrada da Campina, a melhoria da PR-340, a pavimentação da Estrada Minuano e a melhoria da Estrada Margem Direita. 

DIVISÃO DE ICMS - Um convênio assinado entre o Governo do Estado, Klabin e municípios da região definiu que o ICMS proveniente das operações da nova fábrica de celulose seja dividido entre doze municípios dos Campos Gerais e Norte Pioneiro. 

Ortigueira, sede da indústria ficará com 50% do tributo e os 50% restantes serão partilhados entre todos os municípios fornecedores de matéria prima. São eles: Cândido de Abreu, Congoinhas, Curiúva, Imbaú, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania. 

AEN

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