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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Cuidado com doenças no Carnaval


Considerada a maior festa popular do país, o Carnaval é um momento de descontração, tido por muitos como uma época para extravagâncias e excessos. Estar preparado para a maratona exige cuidados e muita atenção com a saúde, principalmente para evitar a transmissão de doenças, que em alguns casos aumenta neste período. 

A infectologista do Hospital Vita (de Curitiba), Marta Fragoso, afirma que a prevenção é a melhor maneira para ter um feriado tranquilo. "O ideal é estar com as vacinas em dia, inclusive a antitetânica, pois a circulação de muitas pessoas no mesmo espaço é grande e pode facilitar a transmissão de doenças ou acidentes com objetos perfurocortantes, como latas e vidros", alerta. Para quem vai viajar, o ideal é conhecer as doenças endêmicas na região e providenciar a vacinação necessária. 

Proteger-se nas relações sexuais também é essencial. "São várias as DSTs (Aids, hepatites, herpes, sífilis, gonorreia), além da gravidez indesejada. Portanto, sexo somente com proteção", indica a médica, que pede atenção também à mononucleose infecciosa, ou "doença do beijo", uma das que mais acomete os foliões. 

A doença do beijo tem foco em homens e mulheres de 15 a 25 anos que, muitas vezes, nem sabem que estão contaminados. "Os sintomas são semelhantes aos da gripe, mas a mononucleose pode ser diferenciada pelo aumento significativo dos gânglios e do baço, já que o vírus tende a aumentar os gânglios e o baço", diz Marta. Estima-se que 80% dos adultos já estiveram em contato com o vírus. 

Higiene
Para garantir a energia nos dias de festa não se pode deixar de lado a boa alimentação, mas é preciso tomar cuidado com a procedência. "Evite os produzidos sem condições favoráveis de higiene. Uma gastroenterite ou diarreia podem acabar com a festa", alerta a infectologista. 

Na hora de hidratar, a água é a melhor opção, mas não a única. "Pode ser água, água de coco, suco de frutas ou isotônicos. O importante é se manter hidratado", diz a nutricionista do hospital, Graziele Pasetti. Para aqueles que gostam de cerveja ou outras bebidas alcoólicas, a dica é intercalar a água entre a bebida para evitar a famosa ressaca. "Uma das consequências do álcool é a desidratação, pois ele tem efeito diurético e assim surgem os sintomas da ressaca: dor de cabeça, náuseas, vômitos, mal-estar intenso", complementa Marta.


FolhaWeb

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