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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Por candidatura própria, Requião intensifica roteiro de viagens

De olho nas eleições de outubro, o senador Roberto Requião (PMDB) intensificou nesta semana as visitas aos diretórios do PMDB pelo interior do Paraná. Em entrevista por telefone à FOLHA, pouco antes de chegar a Irati (Sudeste), o peemedebista afirmou ontem que está à disposição do partido para enfrentar os pré-candidatos Gleisi Hoffmann (PT) e Beto Richa (PSDB) na disputa ao Palácio Iguaçu. No entanto, garantiu que, caso a opção não seja pela candidatura própria, não fará "acertos" com ninguém. Da cidade dos Campos Gerais, ele partiria hoje em direção a Laranjeiras do Sul e Pitanga, também para reuniõe s com correligionários. 

"O Paraná faliu, quebrou, por uma absoluta falta de apetite administrativo e por uma incompetência brutal. Eu vejo (a candidatura) como uma obrigação. Já fui governador três vezes. Não é mais missão pessoal. Tenho mais cinco anos de mandato e estou muito bem no Senado. Mas se não tivermos um governador experiente, não sei o que irá acontecer", disse. 

Segundo ele, os deputados estaduais do PMDB "erraram muito" em apoiar o atual governador na Assembleia Legislativa (AL), no entanto, já estariam percebendo "o erro" e voltando atrás. "O PMDB de São Paulo foi para as adesões e terminou com um deputado estadual e um federal eleito. Eu, quando fui candidato a governador, elegi 17." 

Requião também descartou um enfrentamento com o ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), outro a se apresentar como pré-candidato ao governo pela legenda. "O Pessuti está tentando vender uma posição, sem nenhuma condição de ganhar a convenção. Eu acho que se o partido tiver candidato, eles me convidam. Vão com o Pessuti pra quê? Pra perder?", ironizou. 

O peemedebista criticou ainda as "fiveladas" trocadas entre o tucano e a petista, acrescentando que não acredita em uma polarização entre ambos. "O Beto já está desgastado. O Estado está numa situação muito difícil. E a Gleisi na Casa Civil desidratou, desapareceu, brigando com índio e ficando ao lado dos ruralistas." Mesmo sendo conhecido pelo perfil polêmico, o senador garantiu que adotará postura diferente. "Não preciso do enfrentamento. Tenho experiência de governo, com 298 programas", discursou.
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local FolhaWeb

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