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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Outubro Rosa: Saiba as formas simples de se prevenir

A prevenção

Sem dúvidas, a detecção precoce salva vidas. O ideal é identificar o tumor quando ele ainda não é palpável, o que aumenta a chance de cura. Outras vantagens de detectar o câncer logo cedo é fazer uma cirurgia e um tratamento menos agressivos – ou seja, pode não ser necessário retirar a mama ou até fazer quimioterapia.

Exame clínico

A partir da primeira menstruação, as mulheres devem visitar o médico ginecologista pelo menos uma vez por ano. Ele passará orientações a respeito dos exames ginecológicos necessários de acordo com a idade, histórico familiar ou sintomas. Durante a consulta, ele realizará exames clínicos nas mamas e axilas para checar se há algum caroço ou alteração na pele que possa indicar algum problema.

Mamografia

A mamografia nada mais é do que um Raio-X das mamas, com uma radiação baixa que não causa efeito colateral algum quando realizado na periodicidade e faixa etária adequada. O câncer de mama atinge principalmente mulheres entre 50 e 60 anos. Ainda assim, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia, da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e do Colégio Brasileiro de Radiologia, é de que a mamografia seja realizada uma vez por ano a partir dos 40 anos. “A partir dessa faixa etária e, principalmente, depois dos 50 é quando há mais risco de desenvolver a doença”, explica o médico Afonso Nazário, chefe da disciplina de mastologista da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo o presidente da SBM, Dr. Ruffo de Freitas Junior, muitas mulheres têm medo de fazê-lo por medo da dor ou de encontrar um câncer. Isso deve ser desmistificado! “A mulher precisa ser estimulada para essa rotina”, ele afirma. Quem está no grupo de alto risco (que tem casos de câncer de mama na família) precisa começar dez anos antes da idade em que o tumor se manifestou na parente próxima. A mamografia é recomendada em qualquer idade diante de sintomas como aparecimento de caroço ou área endurecida no seio ou na axila (diferente do que pode ser de costume no período pré-menstrual), região mais quente, inchada ou escura na mama; dor contínua em alguma parte da mama, mudança no formato ou no tamanho da mama, vermelhidão, coceira ou descamação do mamilo; secreção que inicia de repente no mamilo; inversão do mamilo (quando o bico se volta para dentro, ao contrário do que era antes); surgimento de nodulação ou caroço anormal; enrugamento da pele.
De acordo com Sociedade Brasileira de Mastologia, hoje, há mamógrafos suficientes no país, no entanto eles são mal distribuídos – a maioria está nas grandes cidades e capitais, deixando boa parte da população do interior e de pequenas cidades descoberta, com impossibilidade de fazer o exame de maneira rápida. Dados recentes mostram que a mortalidade por câncer de mama está aumentando no interior de vários estados, diferentemente das capitais. Em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife a mortalidade começa a cair. Já no interior, há falta de mamógrafos e de estrutura. A Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o maior número de mamografias foi realizado por mulheres brancas (66,2%) e com superior completo (80,9%). Já as mulheres negras (54,2%), pardas (52,9%), e com fundamental incompleto (50,9%) foram as que menos fizeram. A Região Norte registrou a menor proporção de mulheres que haviam feito o exame (38,7%), seguida das regiões Nordeste (47,9%), Centro-Oeste (55,6%), Sul (64,5%) e Sudeste (67,9%).

Autoexame

As mulheres podem, em casa, fazer o autoexame com cuidado, preferencialmente uma vez por mês, sempre a partir do final da menstruação ou, na menopausa, em um dia específico do mês. É  importante que as mulheres estejam atentas ao seu corpo e ao sinal de qualquer tipo de alteração, sendo então importante comunicar ao médico. Lembre-se: o autoconhecimento não substitui o exame clínico realizado pelo médico ou a mamografia. Tumores em estágio inicial não costumam apresentar sintomas. Mais: eles só se tornam sensíveis ao toque numa fase posterior. Então, repita conosco: só o autoexame não basta!
Como fazer:
  1. Diante do espelho, em pé e com os braços soltos ao longo do corpo, observe o bico dos seios e a aréola. Veja se há retração ou mudança na cor da pele, da superfície ou do contorno da mama.
  2. Levante os braços acima da cabeça e observe se há retração na pele da mama ou do mamilo.
  3. Deitada, coloque um travesseiro sob o ombro direito, ponha o braço direito atrás da cabeça e, com a mão esquerda, apalpe a mama direita.
  4. Em movimentos circulares suaves, aperte toda a mama com a ponta dos três dedos médios juntos, sem tirá-los da pele, para sentir se há nódulos ou endurecimentos. O movimento da mão deve ser leve e de cima para baixo. Revise também embaixo das axilas.
  5. Repita os movimentos apalpando a mama esquerda com a mão direita. O autoexame pode ser feito durante o banho, com as mãos ensaboadas. Sentiu algo errado. E agora? Se você percebeu um nódulo, é hora de calma e prudência. Ligue para o médico e marque sua consulta para poder fazer a mamografia.

Fonte: Claudia

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