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12 Aug
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Bruno Souza - Redação Bonde - Divulgação/ PM

Roberto Liberato, de 46 anos, morreu após intervenção policial na madrugada desta quarta-feira (12), no Condomínio Residencial Quinta da Boa Vista 1, na Zona Sul de Londrina. Ele havia golpeado o próprio cunhado, invadido apartamentos e mantido um casal de idosos como refém no oitavo andar do prédio. Foram mais de 12 horas de negociações.

O adentramento ocorreu por volta da meia-noite e meia desta quarta. Durante a intervenção, os policiais utilizaram uma arma de incapacitação neuromuscular, conhecida como taser, para conter o homem.

Após ser atingido pelo dispositivo e contido pelas equipes, Roberto sofreu uma parada cardiorrespiratória. Uma equipe médica já aguardava no local e iniciou o atendimento, mas não foi possível reanimá-lo.

A PM informou que nenhum disparo de arma de fogo foi feito durante a intervenção.

O casal de idosos foi retirado do apartamento com a integridade física preservada. O atendimento e o socorro médico foram feitos pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), com apoio do Siate. 

Como tudo começou

A ocorrência teve início por volta das 9h30 de terça-feira (11), quando equipes da PM (Polícia Militar) foram acionadas para atender um homem ferido por faca. A vítima apresentava ferimentos nas mãos provocados por golpes desferidos pelo próprio cunhado. Aos policiais, ele relatou que ele e a irmã pretendiam internar Roberto, que vinha apresentando perturbações psicológicas durante a semana. Ao perceber a intenção dos familiares, o homem teria retirado uma faca do bolso e atacado o cunhado.

Depois da agressão, Roberto deixou o apartamento onde morava, no segundo andar, e passou a invadir outros imóveis do condomínio. Em um deles, havia três mulheres. Segundo a PM, uma das moradoras, uma idosa, foi empurrada e caiu, além de ter o celular roubado.

Ainda armado com a faca, Roberto invadiu um apartamento no oitavo andar, onde estavam um casal de idosos. Os dois, de 65 e 70 anos, foram mantidos como reféns.

Durante as negociações, segundo a PM (Polícia Militar), o homem não apresentava um propósito definido nem fazia exigências. Por causa da complexidade da ocorrência, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), de Curitiba, foi acionado e assumiu o gerenciamento da crise.

A negociação se estendeu por mais de 12 horas. Durante esse período, equipes especializadas permaneceram posicionadas no condomínio e foram adotadas diferentes estratégias para tentar convencer o homem a liberar os reféns e deixar o apartamento.

A situação ficou mais grave ao longo da noite, com o aumento da possibilidade de agressão contra as vítimas. Depois de esgotadas as alternativas de dissuasão, os policiais decidiram fazer a abordagem tática do apartamento.

No local, moradores ouvidos pela reportagem afirmaram conhecer o homem e disseram que ele era considerado uma pessoa tranquila e prestativa no condomínio. Outros vizinhos, porém, relataram ter presenciado anteriormente episódios de violência envolvendo o homem.