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22 Jul
22Jul

O sistema eleitoral brasileiro é duro de entender e mais duro ainda de aceitar. O voto de legenda permite que um puxador de votos, como foi o Tiririca no passado, eleja uma bancada inteira. Enquanto isso, candidatos com centenas de milhares de votos em outros partidos ficam de fora e outros com 10 ou 15 mil entram.

Isso prova que a maioria do povo não escolheu. Quem escolheu foi a conta do partido.

O segundo ponto é ainda mais grave: a privatização dos partidos. Para ser candidato, o cidadão honesto, bem quisto na sua comunidade, seja no assentamento, na reserva ou na cidade, precisa bater na porta de um presidente de partido - que na maioria das vezes é um prefeito, ex-prefeito ou vereador que mantém 3, 4, 5 siglas embaixo do braço.

Eles montam as chapas de acordo com o interesse deles. Se você tem ascensão e pode ameaçar o projeto deles, te cortam. Se serve de escada, te mantêm.

É um sistema que foi feito para não dar errado para eles. De vez em quando quebra, mas na maioria das vezes funciona.

A política devia ser simples: o cidadão vai ao cartório eleitoral, apresenta suas certidões e se candidata. O povo decide. Hoje não. Hoje o partido decide quem o povo pode escolher.